Dia do Senhor
Hoje o dia amanheceu estranho.
Olho para a rua e vejo apenas o sol, flores, cães e ratos.
Onde estão as pessoas??? Pergunto-me de maneira curiosa.
Até ontem a rua onde moro havia riso, choro, movimento, alegria, tristeza, felicidade e melancolia.
Mas agora, onde está tudo isso? Ficou no passado ? Na história?
Meus pensamentos me dizem, que enquanto penso, o agora, do agora já é passado, em um segundo cruza a história, quanto mais os ponteiros dos relógios se movem, mais distantes estamos do ontem.
E agora? Não podemos voltar?
A lágrima derramada, não posso enxugar.
A ofensa lançada, não pode ser recuperada.
O beijo não dado, não surte efeito.
O desperdicio não pode ser desfeito.
Só resta lançar as mãos ao alto, ao Criador e Senhor de tudo, mas qual minha surpresa, apenas silêncio.
Grito, clamo, mas não cessa a tormenta.
Será que não existe mais ninguém?
Apenas o eu restou.
Até quando ficarei só?
Será que sou o prisioneiro dos 1000 anos?
Não tenho direito a ver pessoas?
A terra está desolada, mares abalados, céus fora do lugar.
Mas aqueles "crentes" já haviam anunciado. Agora está acontecendo.
Destrui meus postes idolos, amaldiçoei e blasfemei, mas será que ainda existe esperança.
Fui até a rua, vislumbrei o sol, com cor de sangue. Que faço? A fonte secou.
Devemos aceitar os golpes de espada.
A perseguição por causa de um Nome.
O efeito estufa e o aquecimento global, sinais de cansaço da terra?
Sei que o final chegou, o Grande Dia é hoje, "Now".
Corram, escondam-se, pois erramos. Blasfemamos o que não conheciamos e não entendiamos, injuriamos os escolhidos, e o Rei deles levantou-se em Sua fúria.
Começou esmigalhando os soberbos, derribando o orgulho dos altivos.
Mas em Sua ira, não poupou nem os religiosos, que pareciam semelhantes aos filhos.
Minhas mãos tremem, mas estão vazias, enterrei meus tesouros. Só me resta a morte, o beijo ácido da morte, continuei em um sono, e agora tarde demais acordei-me. Sendo morte espiritual e sono da alma.
Adeus mundo...
Te amei, e fui amado...
Roubei, e fui roubado...
Destrui, e fui destruido...
Matei, e fui morto.
Ele voltou, e sempre pensei ser superior aos "crentinhos", estudando ciências ocultas, para aqueles que imaginava serem ignorantes. Uma história bem contada, uma farsa em formato de livros unidos.
Adeus...
Mas antes de partir, levando minhas súplicas, para que o Deus de vocês me perdoe.
Parabenizo aos mais que vencedores, pois renunciaram os deleites desta vida, pela fé acreditaram no mundo que o Senhor prometeu, e perseveraram até o final. Mesmo vivendo perseguidos e injuriados, renunciaram a muitas coisas, acreditando que o Senhor não deixa os seus desamparados .
Mas quanto a mim, entrego-me aos Teus juizos, para que se cumpra toda a Tua vontade.
Texto de Luciano Zamboni
Fonte: http://ube-167.pop.com.br/verPagina.php?pid=36578
Sexta-feira, 5 de Dezembro de 2008
Assinar:
Postar comentários (Atom)





0 comentários:
Postar um comentário